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sábado, 13 de março de 2010

Evangelização: ordem de Cristo, missão da igreja e necessidade do mundo

O evangelho é a boa notícia de que Deus ama os pecadores e enviou seu Filho para resgatar os que estavam cativos e dar vida aos que estavam mortos nos seus delitos e pecados. A evangelização é a comunicação dessa boa notícia, no poder do Espírito Santo, instando aos pecadores, com senso de urgência, que se reconciliem com Deus. Vamos considerar, agora, o tema supra citado.

1. A evangelização é ordem de Cristo – Jesus fez-se carne, viveu em perfeita obediência ao Pai, cumpriu sua santa lei e satisfez sua justiça violada por nós. Morreu na cruz em nosso favor, ressuscitou dentre os mortos para a nossa justificação e consumou a obra da nossa redenção. Em seguida, comissionou seus discípulos a ir por todo o mundo, até aos confins da terra, pregando o evangelho e fazendo discípulos de todas as nações. Essa grande comissão é repetida em todos os Evangelhos e também no livro de Atos. A evangelização não é uma opção; é uma ordem. A evangelização é uma tarefa imperativa dada pelo soberano Senhor do Universo. Silenciar-se acerca das boas novas de salvação é um ato de rebeldia contra Cristo e uma atitude de desamor aos homens. O universo inteiro ouve a voz de Cristo e a obedece. O vento ouve sua voz e se aquieta. O mar escuta a sua ordem e se acalma. Os demônios obedecem sua ordem e batem em retirada. Seríamos nós, seu povo, os únicos no universo a nos rebelarmos contra sua autoridade e nos insurgirmos contra suas ordens?

2. A evangelização é missão da igreja – Jesus deixou nas mãos da igreja a responsabilidade de pregar o evangelho. Essa tarefa é nossa e de mais ninguém. Se nos calarmos seremos tidos como culpados. A evangelização é uma tarefa intransferível. Somente a igreja, remida pelo sangue do Cordeiro, é portadora dessa boa nova. Nenhuma instituição humana tem essa credencial. Nem mesmo os anjos podem cumprir essa gloriosa missão. Fomos chamados do mundo para sermos enviados de volta ao mundo como embaixadores de Deus, como ministros da reconciliação, como despenseiros da multiforme graça de Deus. O método de Deus é a igreja. Se ela falhar, ele não tem outro método. Se o ímpio morrer na sua impiedade, ele vai perecer e Deus vai lançar sobre nós o seu sangue. Precisamos compreender que a evangelização é tanto um privilégio como uma responsabilidade. Mas, precisamos entender, também, que a evangelização é uma missão urgente. Não há esperança de salvação depois da morte. Depois da morte vem o juízo. O tempo é agora; hoje é o dia da salvação.

3. A evangelização é necessidade do mundo – O homem de qualquer tempo, raça ou cultura precisa de Cristo. O homem não pode salvar-se pelos seus próprios esforços. Suas obras não podem levá-lo ao céu. Sua religiosidade não é suficiente para reconciliá-lo com Deus. A salvação não é um caminho que abrimos da terra para o céu. Ela vem do céu à terra, de Deus para o homem. A salvação é planejada, executada e aplicada por Deus. O homem não pode fazer nada para redimir-se dos seus pecados. Ele é prisioneiro do pecado e impotente para livrar-se dele. A fé em Cristo é o único meio pelo qual o homem pode ser salvo. Mais do que saúde e bens, o homem precisa do evangelho. Mais do que riquezas e sucesso o homem precisa de Cristo. O evangelho é a maior necessidade do mundo e a evangelização é a maior expressão de amor da igreja pelo mundo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

GOSPEL JOVENS

Depois do Carnaval

Festas - DEPOIS DO CARNAVAL

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A poetiza Cecília Meireles já dizia em um de seus textos: “Terminado o Carnaval, eis que nos encontramos com os seus melancólicos despojos: pelas ruas desertas, os pavilhões, arquibancadas e passarelas são uns tristes esqueletos de madeira; oscilam no ar farrapos de ornamentos sem sentido, magros, amarelos e encarnados, batidos pelo vento, enrodilhados em suas cordas; torres coloridas, como desmesurados brinquedos, sustentam-se de pé, intrusas, anômalas, entre as árvores e os postes. Acabou-se o artifício, desmanchou-se a mágica, volta-se à realidade”.

Nessas palavras extraídas do texto “Depois do Carnaval” (livro “Quatro Vozes”, Editora Record, Rio de Janeiro, 1998, pág. 93), a poetisa, professora, pedagoga e jornalista Cecília Meireles coloca dois pontos relevantes: a ilusão e a realidade.

Parafraseando as palavras da autora, poderíamos dizer da nossa atualidade: “Terminado o Carnaval, eis que nos encontramos com a violência e o caos na saúde pública: pelas ruas desertas, os mendigos pedem desesperadamente dinheiro para alimentar a fome que já dura há dias, e os meninos ‘cheirando cola’ para ficarem ‘doidões’. Eles perambulam pelas ruas com farrapos de roupas, magros, amarelos e encarnados, batidos pela dura realidade da vida, sustentam-se de pé entre os carros e os postes das avenidas do País. Acabaram-se os argumentos, caiu-se a máscara, volta-se à dura realidade de um país chamado Brasil”.

Quando a autora escreveu o seu texto, talvez não imaginasse que ele se adaptaria ao século XXI, como um referencial da realidade que norteia o “Gigante pela própria natureza”. Realidade que se impõe todos os dias e aprisiona os cidadãos de bem nas grades invisíveis da insegurança, fazendo-os reféns do medo e da criminalidade. Cidadãos que pagam os seus (muitos!) impostos, sem qualquer garantia de vê-los bem administrados na saúde, na educação, no esporte, no social e, principalmente, na segurança pública do País – atualmente um dos maiores desafios do governo. Esses cidadãos pagadores de impostos não desfrutam de nenhum benéfico advindo do pagamento de tantos tributos. A nação, como uma enorme fila do INSS, espera conseguir receber o retorno por esses tributos. Mas parece que todos os dias alguém lhes diz: “Acabaram-se as senhas. Voltem amanhã”. Quem sabe, depois do próximo carnaval!

“Depois do Carnaval”, o número de violência, de balbúrdia, de decepções, de engravidadas, dos que se contaminaram com Aids, dos mortos, dos roubos, dos... dos... sempre surpreende. E, diga-se de passagem, que nem todos os casos vão parar nos jornais.

Nessa época do ano, mais que em qualquer outra, o coração do homem fica totalmente desprovido do temor de Deus, sequer se lembram que Deus existe. Jesus, o Filho amado, morreu na cruz do Calvário para que pudéssemos viver a vida abundante, mas milhares de pessoas pensam encontrá-la em quatro dias de folia. Porém, depois da festança, o brasileiro se vê às voltas com as preocupações rotineiras e com as contradições estabelecidas pela “Pátria amada”, onde o rico fica cada vez mais rico, e o pobre cada vez mais pobre.

Porém, mesmo “Depois do Carnaval”, às voltas com a dura realidade, o brasileiro não perde o seu senso de humor. Aliás, essa tal “esportividade” é que bem caracteriza o brasileiro, mas que também o torna dúbio em suas emoções – sonhador, mas ao mesmo tempo cético. Ele acredita no País, mas esmorece quando a realidade “bate à sua porta”.

“Depois do Carnaval” ressurge a triste pergunta que não quer se calar: “Por que os mesmos investimentos destinados para este evento não são aplicados com tanto empenho nas questões sociais do Brasil? Alguém dirá que são... Mas, então, por que não vemos os resultados desses investimentos?” Essas são contradições de um país chamado Brasil... De um povo heróico...

Segurança, saúde, social... Certamente não encontraremos respostas convincentes para essas velhas questões. Porém... “Depois do Carnaval” vêm outros carnavais, por isso, cabe aqui, a frase final do texto de Cecília Meireles. Esta frase, por si só, nos dá uma noção da realidade vivida e contestada pelos menos favorecidos: “Mas, agora que o Carnaval passou, que vamos fazer de tantos quilos de miçangas, de tantos olhos faraônicos, de tantas coroas superpostas, de tantas plumas, leques, sombrinhas...? [...] Mas os homens gostam da ilusão. E já vão preparar o próximo Carnaval...”

Ana Paula Costa
Da Redação Lagoinha.com
anapaulacosta@lagoinha.com





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